Uma mãe com sono, deitada em uma cama, ao lado de um bebê.
Durma melhor,  Saúde

Privação do sono na maternidade: como dormir bem com o bebê

Que dormir é uma das melhores coisas da vida, ninguém pode negar. Porém, existem algumas fases da nossa existência em que nem sempre é possível descansar da forma ou durante o tempo que gostaríamos. 

Um desses momentos, por exemplo, é quando uma mulher se torna mãe. Após a chegada do bebê, toda a rotina é transformada e, consequentemente, as noites de sono também. Então, muitas mamães acabam enfrentando a chamada privação do sono na maternidade. Você já ouviu falar?

Se você conhece uma mãe de primeira viagem ou é uma e está buscando compreender mais sobre esse período, como suavizá-lo e ultrapassá-lo para dormir melhor, neste post falamos exatamente sobre o assunto. Para saber mais, siga com a leitura até o final!

O sono do bebê

Engana-se quem pensa que o sono do recém-nascido possui as mesmas características do de um adulto. A realidade é que as especificidades do sono são diferentes em cada etapa da vida. No entanto, falando especificamente da primeira infância, ele é ainda mais singular. 

Enquanto uma pessoa adulta precisa de cerca de oito horas de sono diárias, esse é o tempo em que a criança, possivelmente, passará acordada. Sendo que elas podem dormir uma média de 16 a 20 horas, despertando em alguns momentos desse período para se alimentar, tomar banho, trocar de fralda ou ficar exposta ao sol por alguns minutos.

Bebê dormindo em fase de sono profundo, enquanto sorri.
Durante o sono profundo, os bebês costumam sorrir.

Por trás de todo esse tempo que parece a vida dos sonhos de qualquer pessoa, existem alguns mistérios, inclusive quando pensamos no que os bebês fazem ou deixam de fazer quando dormem. É a esse ponto que você deve se atentar nos primeiros meses de vida, que é dividido em duas fases: a do sono profundo e do sono leve.

Fase 1: o sono profundo

Nesse momento do sono, o bebê costuma ter respiração profunda e regular. Extremamente relaxado — observe a postura dele dormindo —, ele costuma ficar com as mãozinhas abertas, aparenta uma feição tranquila e fica até sorridente.

Essas características podem causar dúvidas nas mamães, fazendo-as acreditar que o bebê está acordado. Pelo contrário, acordá-lo nesse instante não é uma boa ideia, pois ele ficará extremamente incomodado.

Fase 2: o sono leve

Já a fase do sono leve é fácil de ser identificada. Você percebe que o bebê está com os olhos fechados, mas, ao prestar atenção, nota que alguns movimentos rápidos do bloco ocular abaixo das pálpebras estão acontecendo.

A testa franzida, as mãozinhas fechadas e a respiração irregular também são sinais de sono leve. Se você precisar acordá-lo, é melhor nesse momento.

Com tantas particularidades e por ser tão nova, é praticamente impossível a criança se adequar aos costumes de quem está à volta dela. Portanto, a mudança precisa partir dos papais e mamães.

Sendo que uma das verdades sobre a maternidade é que as mulheres, especialmente por serem as responsáveis por amamentar o bebê, acabam sentindo ainda mais essa alteração na rotina, é então que a privação do sono se torna realidade.

Mulher loira amamentando um bebê.
A amamentação acaba por transformar a rotina das mamães.

O que é a privação do sono na maternidade?

A pediatra e consultora do sono Ana Paula Cruz, explica que como o aleitamento materno é livre demanda, a mãe não dorme a noite toda. “A privação do sono nada mais é do que ela não conseguir ter um ciclo de sono contínuo e descansar.”

Considerando que o sono é uma etapa importante na rotina de todas as pessoas, para uma mãe cria-se o chamado efeito vulcânico. De acordo com a pediatra, “por causa da falta de sono, além de ficar mais cansado, o corpo aumenta a produção de cortisol, o hormônio do estresse, o que ocasiona mais irritação e nervoso”.

A grande questão é que essa alteração acaba por influenciar até a produção de leite. “Se o bebê não dorme e a mãe não relaxa, ela não produz o hormônio do prazer. Se isso não acontece, a produção de leite diminui por uma questão de liberação hormonal.”

A importância do autocuidado no pós-parto

Enquanto você enfrenta esse período, não se esqueça de si mesma. Adaptar a sua rotina de sono com a do bebê precisa se tornar uma das suas prioridades não só por ele, mas pelo seu próprio bem-estar.

Uma maneira de suavizar essa fase, conforme a pediatra e consultora do sono Ana Paula Cruz, é buscar uma rede de apoio. “Ela [a mãe] precisa de pessoas ao redor que ajudem com o bebê, para que sobre tempo para ela fazer o que gosta, relaxar e dormir.”

Bebê segurando com as duas mãos a mão de uma mulher que aparenta ter uma idade mais avançada.
Ter rede de apoio, que pode ser formada pelas avós, permite que a mãe possa descansar.

Aqui, fica ainda um conselho da médica: “Criança e maternidade não é uma receita de bolo, cada caso é um caso, depende de cada rotina. Mas tendo um dia a dia estabilizado a partir dos três meses de vida do bebê, período em que ele adormece com mais regularidade, o sono dele e o da mãe estarão orquestrados”.

Ah, e se você conhece uma mamãe que está enfrentando esse período, não hesite em dar o máximo de suporte possível para ela!

Se esse conteúdo foi útil de alguma forma para você, continue acompanhando o blog da Probel para ter acesso a outros artigos relacionados ao sono. Vamos adorar ter você conosco!

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