Saúde

Guerra de travesseiros. Cuidado com essa brincadeira

Há quem diga não faça amor, faça guerra… de travesseiros. A modalidade tem até uma data oficial no calendário internacional: 4 de abril. Na ocasião, competidores seguem para as ruas carregando “armas” almofadadas e – como em uma grande dança ao redor dos oponentes – golpeiam com movimentos que vão muito além do clássico arremesso de beisebol.

Em um mundo distante do antigo passatempo infantil, a técnica permanece essencialmente a mesma. No entanto, assim como ocorre com as crianças, a criatividade por trás dessa prática pode trazer consequências nem um pouco agradáveis. Logo, antes de pegar seu travesseiro em mãos e começar a brincadeira em casa, confira abaixo alguns detalhes importantes para sua saúde e bem-estar.

ALERGIAS – Poeira, ácaros e outras impurezas que normalmente se acumulam nos travesseiros fazem desta batalha um embate final para pessoas alérgicas. Crises de bronquite, rinite e outros tipos de inflamações nas vias respiratórias podem ser desencadeados por esse tipo de competição. Mais sensíveis do que os olhos dos adultos, os olhos das crianças costumam ficar irritados em pouco tempo de ação.

A situação ainda pode piorar com a utilização do clássico golpe “Hadouken” de travesseiros – em que, para conseguir o ataque no estilo projétil, o item é arremessado no ar e empurrado para frente com as duas palmas das mãos antes que caia no chão. Caso bem executado, corre-se o risco de que ele se desintegre em pedaços (ou penas) pelo ar – o que desorienta o oponente e, é claro, ativa reações alérgicas em grande escala.    

Logo, vale lembrar que o travesseiro também merece ser tratado com carinho. Evite expor o item ao sol, pois isso contribui para a proliferação dos ácaros. Para arejar, deixe-o na sombra. Lave somente conforme a indicação do fabricante e siga as informações da etiqueta para preservá-lo. A propósito, eles têm prazo de validade. Fique atento ao produto.

Dica da Probel: dê preferência para ambientes ao ar livre e com gramado

LOCAL ADEQUADO – O campo de batalha nem sempre costuma ser pensado com antecedência. Por vezes, o próprio quarto cede espaço para a guerra de travesseiros. Em pouco tempo, a movimentação ganha obstáculos entre os móveis e o ato de subir e descer da cama. Em muitas ocasiões, o colchão acaba servindo de ringue e mola de impulso para os oponentes – que se revezam também por outros cômodos e corredores da casa.

Tal situação se torna tentadora para a aplicação de um “golpe surpresa”. Ao agregar o esconde-esconde, essa ação quase testa a saúde cardíaca do adversário. Também acaba por entrar em cena o ataque “Ninja”, que consiste na abordagem do oponente pelas costas num ato extremamente sorrateiro. Para evitar o contra-ataque, na sequência o golpeador foge em disparada.

Em qualquer uma dessas situações, quedas e batidas se tornam inevitáveis e podem provocar desde pequenos hematomas e cortes até fraturas e torções. Optar por um local adequado, longe de itens duros e pontiagudos, é essencial para não fazer dessa brincadeira um passaporte para o hospital. Dê preferência para ambientes ao ar livre e, especialmente, com gramados. Precaver acidentes é preservar a competição. 

CRIATIVIDADE DOLOROSA – Já ouviu falar no golpe de travesseiro intitulado “Norris”? Inspirado no chute que é a assinatura cinematográfica do ator Chuck Norris, esse movimento devastador faz o oponente praticamente atravessar o tempo e o espaço. Inclusive, com esse golpe no arsenal da guerra almofadada até sua sombra aprenderá a manter distância. Afinal, o travesseiro é arremessado no ar pela força dos pés.

Outra modalidade de nível avançado é o golpe “Berserker”, título em homenagem aos ferozes guerreiros nórdicos que juraram lealdade ao deus Odin. Essa técnica anciã consiste em carregar um travesseiro em cada mão e, simplesmente, começar a mexer os braços para todos os lados de forma frenética. Também efetivo, o golpe “Explosão Reta” chega para honrar o código de luta de Bruce Lee ao golpear o adversário em movimentos circulares e contínuos em linha reta.

Apesar de utilizarem conceitos criativos, esses golpes têm tudo para resultar em acidentes domésticos. Isso, pois acabam privilegiando áreas como a região dos olhos, nariz e boca. E convenhamos, seja durante o dia ou em plena madrugada, ninguém deseja fazer uma visita inesperada ao consultório do oftalmologista, do ortopedista, do otorrinolaringologista, do cirurgião-dentista e – muito menos – do cirurgião-plástico. Portanto, tenha prudência. E recorde-se: em brincadeiras intergeracionais, o nível de força é bem diferente e o cuidado é dobrado!

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